segunda-feira, 13 de junho de 2016

QUANDO AS ESTRELAS SE APAGAM






QUANDO AS ESTRELAS SE APAGAM

Fatigadas, as manhãs trazem o sabor insone da madrugada
E coroam de chumbo o azul límpido dos céus de verão.
Leve a neblina, para mim densa como de inverno,
E nem as flores virtuosas me oferecem côr com alegria.

Ao meio dia, o sol enfraquece muito aquém da temperatura;
E na hora do ocaso, toldados pelo sal agreste da agonia,
Os olhos fecham-se ao espetáculo crepuscular.

Mas quando, finalmente, a noite estende o seu manto,
A lua pálida esconde-se por trás das estrelas apagadas
E o silêncio impõe-se na impoluta escuridão.

Só então os meus órgãos relaxam no corpo exaurido
E eu, enfim, sossego, na minha perene solidão.

ASC

(direitos reservados)

3 comentários:

  1. Belíssimo poema Ana Sofia Carvalho.

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  2. Poetisa; fiquei maravilhado com seu poema. Não pare, por favor. Abraço.

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