quarta-feira, 12 de agosto de 2015

O SENTIDO DA VIDA





O SENTIDO DA VIDA


Nos abismos da solidão sou a que grita em silêncio
E agonizo numa claustrofóbica sensação de não ser.
Das páginas sanguíneas que arranquei da minha vida
Ficou só o sangue, espesso, que me entope as veias, 
E me dói nos alvéolos, nos átrios e nos ventrículos.
Sinto um desmembramento da alma que me fustiga
A cada olhar que direcciono para dentro e para fora.
E enquanto o meu chão, o meu caminho, é invisível,
Deparo-me com a inalterabilidade dos dias e do mundo, 
Tudo acontecendo com normalidade, indiferentemente.
E percebo o quão insignificante é a minha existência
E o tamanho abissal desta flagrante insignificância.
Concluo então que a vida acontece sempre fluída
E é desprovida de um sentido ontológico universal.
O seu significado é apenas subjectivo e egoísta
Na exata medida da nossa própria Felicidade...

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